Para entender os fatores que levam motoristas a se envolverem em acidentes, um estudo da CNT analisou as ocorrências dos últimos 11 anos. Confira.

O transporte rodoviário é responsável por mais de 60% do volume total de cargas no Brasil. Embora esse volume transportado tenha elevada representatividade para o país, empresas e motoristas precisam lidar com riscos que envolvem perdas de vidas e altos prejuízos econômicos enquanto exercem suas operações. 

De quem é a culpa? De acordo com o estudo “Acidentes Rodoviários – Estatísticas Envolvendo Caminhões”, realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), a ocorrência de acidentes é potencializada por diferentes fatores: humanos, veiculares, institucionais, socioeconômicos e ambientais.

Os índices relacionados a infraestrutura

Na realidade das estradas do Brasil, a baixa qualidade na infraestrutura é um dos maiores desafios para motoristas.

Segundo a Pesquisa CNT de Rodovias, em trechos com o pavimento considerado “Ótimo” o menor índice de gravidade é observado, com 6,0 mortes a cada cem acidentes. 

Já em condições “Péssimas” de Sinalização, o índice é bem maior, com 15,6 mortes a cada cem acidentes. Trafegar por trechos com a Sinalização “Péssima” mais que dobra os índices de letalidade.  

O que leva o motorista de caminhão a se envolver em um acidente?

A principal causa dos acidentes ocorridos no período avaliado de 2007 a 2018 está relacionada à “falta de atenção de condutores e pedestres”, representando 29% dos acidentes de trânsito com envolvimento de caminhão.

A utilização de dispositivos eletrônicos durante a condução tem sido cada vez mais comum entre motoristas. Fazer ligações sem usar o viva-voz é proibido em vários países, porém, a utilização desse dispositivo não resolve o problema da distração. 

Utilizar aparelho celular ao dirigir pode aumentar o risco de se envolver em um acidente em até cinco vezes.

As demais causas relacionadas aos acidentes com caminhões se dividem em: excesso de confiança, imprudência, dificuldades de planejamento, cumprimento de prazos, sono e mal súbito. Ainda, destacam-se:

  • Grande distância percorrida: Devido à grande extensão territorial brasileira, os motoristas acabam ficando expostos ao risco por muito tempo em uma viagem. A necessidade de ficar dias à frente da condução leva ao desgaste físico e, consequentemente, à perda de reflexo.
  • Manutenção do veículo: Outro aspecto importante é a condição do veículo, a qual deve estar em dia. Pneus, suspensão, freios e equipamentos obrigatórios devem estar em perfeitas condições de uso. O ritmo de trabalho, na maioria das vezes intenso, com alto custo e com poucos pontos de serviço e manutenção, é um fator que afeta diretamente o desgaste do veículo, que, na maior parte do tempo, trabalha em seu limite operacional.
  • Problemas de saúde do caminhoneiro: Uma vida sedentária, estresse, hábitos alimentares irregulares e inadequados, sobrepeso, consumo de bebidas alcoólicas e tabagismo são comuns na vida de um caminhoneiro, além de doenças com alterações psicológicas, como depressão ou ansiedade e doenças por repetição de ações/ movimentos (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho – DORT). Esses fatores, quando não ocasionam afastamento e perda de suas produtividades laborais, levam a situações de risco durante a condução que podem resultar em acidentes.

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