Os índices registrados no primeiro trimestre de 2020 evidenciam a importância do cyber insurance e da gestão de riscos cibernéticos nas organizações.

O Brasil sofreu mais de 1,6 bilhão de tentativas de ataques cibernéticos no primeiro trimestre do ano. O número se incorpora a um total de 9,7 bilhões na América Latina, conforme divulgado pela Fortinet, que analisou ocorrências de segurança cibernética em todo o mundo.

Isso representa um aumento de 131% na incidência de vírus nos sistemas de computadores em março, em comparação ao mesmo mês de 2019. A tendência foi notada já nos primeiros meses do ano, com um aumento de 17% na incidência de vírus em janeiro e de 52% em fevereiro, na mesma comparação.

Especialistas atribuem o fato ao início da quarentena por conta do Covid-19 na maioria dos países. Assim, muitos hackers se utilizaram do pânico gerado pela pandemia para aplicar golpes e enganar usuários.  

Outra questão importante é que muitas organizações ficaram expostas a novos riscos após adotarem o trabalho remoto sem devido planejamento, por conta das circunstâncias. 

Milhões de funcionários aderiram ao “home office”, levando para suas casas documentos e dados corporativos. Com isso, muitas empresas tornaram-se mais vulneráveis ao ataque de hackers, que podem invadir laptops e outros dispositivos com facilidade, acessando informações importantes e causando grandes danos ao patrimônio das companhias.

Brasil é 2º no mundo em perdas por ataques cibernéticos

Infelizmente, este é um problema que antecede o ano de 2020. De acordo com a Agência Senado, o Brasil ocupa a 70º colocação no índice de segurança cibernética da União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês), órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) que coordena esforços nesta área. 

Essa situação de fragilidade faz com que o país seja hoje o segundo no mundo que mais tem sofrido perdas econômicas advindas de ataques cibernéticos. Segundo os dados mais recentes da ITU, numa medição de 12 meses entre 2017 e 2018, os prejuízos advindos dos ataques no Brasil ultrapassaram US$ 20 bilhões (mais de R$ 80 bilhões).

Vulnerabilidades e responsabilidades
diante dos riscos cibernéticos

As preocupações diante dos riscos com ataques cibernéticos envolvem tanto a vulnerabilidade das organizações, quanto sua responsabilidade referente aos dados de terceiros. 

Políticas públicas exigem agora novas responsabilidades relacionadas a danos a terceiros, como consta na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), prevista para agosto de 2020. 

A nova lei está diretamente ligada ao armazenamento e gerenciamento das informações de clientes, tornando as empresas diretamente responsáveis pelos registros dos consumidores. Eventos como vazamento de dados poderão provocar penalizações e multas de até R$50 milhões – além de danos incalculáveis à reputação das marcas.

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